Publicado por: dirceuaurelio | 11 fUTCv 2008

BONDADE

Por que as pessoas são altruístas? A questão tem sido um tópico da filosofia desde os primórdios. O filósofo grego Aristóteles, por exemplo, acreditava que todos os humanos eram intrinsecamente bons, mas esse potencial poderia ser concretizado apenas dentro da sociedade. 

O cristianismo introduziu uma visão dos humanos como mais imperfeitos. Apesar de terem sido criados à imagem de Deus, os homens  seriam marcados pelo fracasso do pecado. Apenas a fé os redimiria perante Deus – mas não os faria bons. 

Os iluministas do século XVIII tinham visão mais promissora, acreditando que a bondade e o altruísmo fizessem parte da natureza humana. Mas afinal de contas qual é a nossa natureza? Boa ou má? Hoje queria que você refletisse ao ler este texto, mas com um cuidado especial. Às vezes nos perdemos em chavões e teorias prontas. 

Gostaria que pudéssemos pensar que nossas atitudes não podem ancorar-se nos conceitos que o mundo ou mesmo a igreja (eu disse igreja…) nos ensina.

Quando o jovem rico se apresentou para Jesus considerava-se um homem bom. É um exercício interessante olhar pra dentro de si e dividir somente com Deus aquilo que realmente desejamos ser. 

Atos bons não nos tornam melhores, nem mostram qual é a nossa verdadeira natureza. Eles são somente a ponta do iceberg. Deus vê o fundo.

Publicado por: dirceuaurelio | 11 fUTCv 2008

O QUE PROVOCA O RISO?

“Ele te encherá a boca de riso e os teus lábios, de júbilo.”Jó 8:21

Pense na última vez que você riu. Foi por alguma situação engraçada? Ou por alguma piada? Ou por uma sátira que viu na TV? Talvez por nenhuma dessas razões. Muito provavelmente não houve uma razão especial e você riu ou sorriu ao cumprimentar alguém, quando conversava com amigos ou quando brincava com alguém.

O riso é universal na espécie humana e uma das coisas mais comuns que fazemos. Nós rimos muitas vezes por dia e em situações extraordinariamente diversas, mas não percebemos isso, porque raramente controlamos conscientemente o nosso riso. O homem ri por que suas emoções são mais resistentes às transformações que sua inteligência.

O primeiro passo do fenômeno do riso é registrado quando o intelecto de um indivíduo adverte que uma idéia está fora do contexto que lhe corresponde. Entre a percepção intelectual desse fenômeno e sua capacitação emotiva transcorre um espaço de tempo. Isso ocorre pelo fato de a inteligência, localizada na camada superior do cérebro, atuar com maior rapidez que as emoções, alojadas no sistema nervoso simpático, que funciona em todo o organismo.

O descobrimento emotivo do que já havia captado a inteligência desemboca em uma situação de acumulação de tensões que faz disparar o riso.

O riso está associado não somente com o alívio de tensão induzido pelo perigo e sinalização não agressiva, mas também com a expressão de emoções positivas. Isto poderia ser a base para a expressão bem conhecida mundialmente de que “o riso é um bom remédio”.

Publicado por: dirceuaurelio | 11 fUTCv 2008

AFINAL, O QUE É SANTIDADE?

A palavra hebraica geralmente traduzida por santo, é a palavra “kadosh”, que corresponde à palavra grega “agios”, que em sua origem significavam simplesmente separado ou cortado. Mas, então, como e por que o significado dessas palavras: santo, santidade, santificar… evoluiu até ao significado que hoje lhe atribuímos de pureza, justiça, bondade etc., quase que identificando santidade com os atributos do nosso Deus? Há muitas passagens no Pentateuco que falam em santidade, mas tratam aparentemente de uma santidade ritual, ou santidade higiênica.

Nos evangelhos, a santidade passou a ter o significado que conhecemos hoje. Uma das principais passagens encontramos em Mateus 15:11: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca; isso é o que contamina o homem.” Em contraste com o ritualismo e a preocupação com o que não podia ou não ser utilizado na alimentação e em outras áreas da vida, Jesus preocupa-se com a pureza nas palavras e pensamentos.

Isso foi um marco para aqueles que o seguiam e acaba por ficar esquecido hoje. Quantas vezes nos confundimos em novos ritualismos e até mesmo em atividades tantas dentro da igreja que deixamos passar despercebida a essência da santidade!

Não sei como será no céu, no que se trata de reuniões, cultos ou ritos prorpiamente ditos, mas sei que nossa santidade estará lá conosco; nos acompanhando desde aqui. Porque Deus Se agrada de um coração bem intencionado para com Ele, que busque em cada atitude a sinceridade de propósito. Talvez por isso Jesus quisesse que ficássemos mais atentos ao que sai de nossa boca, já que sabemos tão bem o que não deve entrar.

Publicado por: dirceuaurelio | 11 fUTCv 2008

O nome de Jesus

 

Algumas pessoas têm perguntado a razão pela qual, em meus textos, tenho me referido a Jesus como Yeshua. Se você continuar lendo nosso blog, perceberá que buscamos a origem das coisas, para um melhor entendimento daquilo que Deus nos quer ensinar.Não se trata de novas doutrinas ou novas filosofias; nada disso; muito pelo contrário! Queremos ir à fonte (que é Deus) e beber da água limpa e refrescante (Sua palavra). Daí a razão pela qual busco tratar as coisas de Deus, dentro de meu parco conhecimento, e sempre que possível, dentro da língua original – o hebraico.

Assim, o nome original do Messias é Yeshua. Após o cativeiro babilônico, o nome “Yehoshua” foi compactado para a forma “Yeshua” (é interessante que Yeshuah [com h no final] em hebraico significa “salvação”. Quanto à raiz, Yeshua tem sua origem no aramaico, mas foi absorvida pela língua hebraica. Por conseguinte, na língua hebraica o nome do Messias é Yeshua. Isso pode ser visto claramente em qualquer exemplar do “Antigo Testamento” em hebraico. Lembre-se de que Miriam (Maria) não falava grego e tampouco Gabriel conversou com ela em grego a respeito.

Sem sombra de dúvida, Yeshua foi o nome dado ao nosso Messias conforme Matityáhu (Mateus) 1:16 e Lucas 2:21.O hebraico é uma língua que se caracteriza por “trocadilhos”. Já com o próprio nome do Messias, constatamos isso: “Ve hí iolédet ben vecaráta et shmô YESHUA, ki HU YOSHÍA et amô” – “E ela (Miriam) conceberá um filho e chamará seu nome YESHUA, porque ELE SALVARÁ o seu povo” (Matityáhu [Mateus] 1:21).

O fato de falar “Jesus” não leva ninguém a perder a vida eterna. Quantas pessoas não foram realmente curadas e receberam bênçãos pelo Messias com esse nome? Embora seja verdade incontestável, que o nome do Messias não é “Jesus”. O Nome de berço dado pelo mensageiro Gabriel a Miriam (Maria) para ser colocado no Messias é YESHUA. Mas creio que quando falamos “Jesus” nos referimos inegavelmente ao Messias de Israel e não a outro deus.

Há uma permissão para se referir ao Messias como “Jesus”, embora esse não seja Seu nome original.

Como judeu crente nEle, refiro-me a Ele pelo Seu próprio Nome – Yeshua.

 

 

Às vezes fico pensando sobre a criação e as coisas que Deus teria pensado. O que Ele tinha era uma porção de terra, gases e água pairando no espaço. Mas ele não se deixou levar pelas aparências disformes. Seu plano de criar um planeta de coloração azul quando visto de longe, habitado por criaturas diferentes com uma diversidade que beira ao infinito em matizes, formas e espécies não foi abalado. Nem mesmo quando viu o que aconteceria por um período de tempo da Sua criação. Mesmo com os sacrifícios que se impunham para a conclusão de sua obra.

O segredo de Deus é a sua capacidade de acreditar (e possibilitar) na transformação das coisas através da renovação.

Muitas vezes nós nos posicionamos num ponto da estrada da vida e achamos que tudo o que temos, a maneira como fazemos algo ou agimos diante de alguma situação ou de alguém é imutável. Somos partidários daquela filosofia futebolística: “em time que está ganhando não se mexe”. Essa não é a filosofia de Deus.

Precisamos estar abertos a mudanças, acreditar que as coisas, assim como as pessoas e tudo mais neste mundo, estão em constantes mudanças. Não dá para agirmos hoje como agíamos há 05, 10, 15 anos atrás.

Em todas as áreas de nossa vida é necessário que busquemos transformar as coisas através da renovação de nossas idéias, de nosso modo de agir, ente outros.

Penso que assim muito rapidamente experimentaremos “qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” para nossa vida e de nossa igreja.

Tenho escrito muitas coisas sobre o que penso ser a religião prática. Na verdade, não há outra possibilidade para a religião senão o seu exercício no dia-a-dia, uma vez que religião é uma ação. Religados com o Eterno, nossos hábitos, costumes, idéias e tudo mais tendem a mudar, ficando mais e mais próximos do que Ele pensa e de como se comporta.

Você já parou pra pensar sobre o que significa o comportamento cristão? Muitos dirão que é o ato de testemunhar, que fala mais alto e é tão importante quanto a palavra. Certíssimo! Mas o testemunho só tem efeito quando nós somos vistos por outros. Quando estamos sós, testemunhamos pra quem, anjos?

Seja o que pensamos ou falamos, nosso comportamento não deveria ser norteado pela presença de terceiros, parentes e irmãos. Este é o ponto crucial da questão. Devemos nos comportar de maneira cristã porque cremos em Yeshua, o messias.

Nas escrituras só uma vez (Atos 11:26) há a menção de que algumas pessoas eram chamadas “cristãs” e isso de forma pejorativa. Creio que se deve ao fato de se comportarem de tal forma parecida com o Cristo que mesmo depois de muito tempo ela persistia.

Eu penso que hoje, quando ser chamado de cristão não é mais apelido e nem vergonhoso, cabe uma reflexão sobre nossos comportamentos. Corremos risco constante de nos perderemos nas palavras e crenças, automatizarmos nossas ações e, pior, fazermos de nossa vida um show de santidade aos olhos dos outros, ao invés de mantermos um comportamento genuinamente cristão baseado naquilo que professamos crer.

 

Essas palavras de Jesus têm chamado a minha atenção ultimamente. Comecei a analisá-las e ver como são atuais. Alguns de nós pode pensar: “Mas as palavras de Cristo sempre serão atuais!” Claro que sim! Mas não podemos negar o quanto deixamos de nos identificar com elas e – mais importante – o quanto deixamos de aplicar essas palavras em nossa vida cotidiana.

Quando falamos de vida, geralmente pensamos na remissão de nossos pecados. Esse pensamento é errado? De maneira alguma! A missão de Jesus era buscar o que havia sido perdido, restaurar o que havia sido quebrado e é aí que às vezes incorremos em erro.

Muitas vezes nos pegamos dividindo nossa vida em duas partes: espiritual e material. Fazemos tudo para nossa vida espiritual crescer, afinar-se com a vontade Deus e mesmo assim nos encontramos tristes, abatidos, deprimidos, ansiosos, mal resolvidos financeiramente, afetivamente e com uma série de outros problemas que não condizem com o verso acima. Sabem por que isso acontece? Deus não faz separação de nossa vida! Para Ele somos um ser único, indivisível e todas as ações e reações que ocorrem em nossa vida têm efeito sobre nós.

Quando Jesus mencionou a palavra vida no verso acima, queria nos dizer que a Sua missão era de restaurar o ser humano por completo.

Lembra-se de Isaías referindo-se o Messias? “Pelas suas pisaduras fomos sarados…”. Você se lembra de algum milagre de Jesus feito pela metade? Por acaso cegos foram curados só de um olho? Os leprosos foram limpos apenas em um dos lados (o direito, assim poderiam trabalhar!)? Somente a metade dos demônios foi expulsa dos homens de Gadara? Você sabe a resposta. NÃO, JAMAIS! Deus não faz nada pela metade.

A vida que Ele veio restaurar foi a vida do ser humano. Veio restaurar sua saúde, suas emoções, seus conceitos (e exterminar os preconceitos), sua vida afetiva e tudo mais que possa ter sido quebrado pelo inimigo de nossa alma.

A palavra diz que Jesus veio dar a você um novo tipo de vida, uma nova forma de relacionar-se com sua vida! Então na próxima vez que você se sentir abatido, cansado, até mesmo fracassado, lembre-se: esse não é o plano de Deus para sua vida, porque Ele veio para que você tivesse vida e vida em abundância!

Um abraço no coração de todos!

Da mesma maneira que devemos pensar nas reações das pessoas que amamos, quando vamos praticar alguma ação ou emitir um pensamento, devemos praticar a empatia nos momentos em que nos encontramos feridos e magoados. A dor na maioria das vezes cega e prejudica o exercício do perdão. Em nenhum momento deveríamos nos expressar sobre uma atitude que nos feriu ou magoou, sem antes tentar entender as razões que motivaram alguém a falar tal coisa ou agir de tal maneira. Esse tempo que precisamos ter antes de nos expressarmos é de fundamental importância para que o Espírito de Deus nos dê o equilíbrio necessário e nos habilite a exercer o perdão.

Todos sabem que há atitudes que podem deixar marcas profundas, cicatrizes dolorosas, mas não há nada que o amor de Deus não possa suprir, não há dor que não possa ser minimizada ou eliminada quando o amor de Deus se manifesta em nós.

Talvez você não concorde comigo e diga: ”As coisas não são tão simples. Você não sabe o que estou passando!” É verdade! Eu não sei. Mas sei que estamos vivos hoje porque alguém resolveu sofrer a maior das empatias e colocar-se em nosso lugar para que o perdão nos permitisse viver e sermos felizes outra vez.

Um abraço fraterno!

Publicado por: dirceuaurelio | 11 fUTCv 2008

A razão das coisas

Penso que todos nós já ficamos descontentes com alguém ou algo. Não é sempre que agradamos de tudo que está em nossa volta. Mas, como seres humanos, temos um defeito que pode comprometer nossa relação uns com os outros. Muitas vezes, quando vamos informar nosso descontentamento com algo, raramente perguntamos a razão pela qual as coisas aconteceram daquela maneira.

O reconhecimento é extremamente importante para qualquer ser humano e o esforço para a realização de algo deveria ser avaliado, antes de qualquer comentário. A misericórdia deve ser exercício do dia-a-dia.

Diz o ditado que errar é humano. Eu diria que orientar é divino. Creio que todos devemos nos lembrar de que crítica e avaliação são coisas inteiramente diferentes. Criticamos algo quando nos desagrada e ponto final. Avaliamos aquilo da qual participamos de alguma forma e pelo qual temos interesse que fique cada vez melhor.

Assim há crescimento, há envolvimento, há exercício do cristianismo. Veremos o fruto de nossos trabalhos e ficaremos satisfeitos!

Existe um termo na psicologia, que muitas pessoas gostam de usar e, às vezes, usamos sem o devido cuidado. Trata-se da empatia. Empatia é colocar-se no lugar do outro para buscar a compreensão do que ele está sentido e ou o que o motivou a uma determinada ação.

À primeira vista parece fácil, mas na verdade não é. Para sermos empáticos devemos deixar nossas opiniões, nossos conceitos, nossos valores de lado e buscar sentir, de verdade, o que o outro está sentido no momento. Sei que é difícil e talvez por essa razão não temos o costume de aplicar a empatia em nosso cotidiano, para nossas decisões, nossas ações e deliberações em relação a outras pessoas. Creio que precisamos viver mais os dizeres de Jesus. Cada ação que fazemos, cada atitude que tomamos reflete direta ou indiretamente nas pessoas que nos cercam. Especialmente as que estão mais perto d3e nós e as quais dizemos que amamos. Pais, mães, filhos, esposos, esposas reflitam mais antes de agir, antes de questionar, mesmo que aquela ação possa nunca ser conhecida da pessoa amada. Nunca faça a outro o que você não gostaria que fizessem a você.

Postagens Antigas »

Categorias