A palavra hebraica geralmente traduzida por santo, é a palavra “kadosh”, que corresponde à palavra grega “agios”, que em sua origem significavam simplesmente separado ou cortado. Mas, então, como e por que o significado dessas palavras: santo, santidade, santificar… evoluiu até ao significado que hoje lhe atribuímos de pureza, justiça, bondade etc., quase que identificando santidade com os atributos do nosso Deus? Há muitas passagens no Pentateuco que falam em santidade, mas tratam aparentemente de uma santidade ritual, ou santidade higiênica.
Nos evangelhos, a santidade passou a ter o significado que conhecemos hoje. Uma das principais passagens encontramos em Mateus 15:11: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca; isso é o que contamina o homem.” Em contraste com o ritualismo e a preocupação com o que não podia ou não ser utilizado na alimentação e em outras áreas da vida, Jesus preocupa-se com a pureza nas palavras e pensamentos.
Isso foi um marco para aqueles que o seguiam e acaba por ficar esquecido hoje. Quantas vezes nos confundimos em novos ritualismos e até mesmo em atividades tantas dentro da igreja que deixamos passar despercebida a essência da santidade!
Não sei como será no céu, no que se trata de reuniões, cultos ou ritos prorpiamente ditos, mas sei que nossa santidade estará lá conosco; nos acompanhando desde aqui. Porque Deus Se agrada de um coração bem intencionado para com Ele, que busque em cada atitude a sinceridade de propósito. Talvez por isso Jesus quisesse que ficássemos mais atentos ao que sai de nossa boca, já que sabemos tão bem o que não deve entrar.