Por que as pessoas são altruístas? A questão tem sido um tópico da filosofia desde os primórdios. O filósofo grego Aristóteles, por exemplo, acreditava que todos os humanos eram intrinsecamente bons, mas esse potencial poderia ser concretizado apenas dentro da sociedade.
O cristianismo introduziu uma visão dos humanos como mais imperfeitos. Apesar de terem sido criados à imagem de Deus, os homens seriam marcados pelo fracasso do pecado. Apenas a fé os redimiria perante Deus – mas não os faria bons.
Os iluministas do século XVIII tinham visão mais promissora, acreditando que a bondade e o altruísmo fizessem parte da natureza humana. Mas afinal de contas qual é a nossa natureza? Boa ou má? Hoje queria que você refletisse ao ler este texto, mas com um cuidado especial. Às vezes nos perdemos em chavões e teorias prontas.
Gostaria que pudéssemos pensar que nossas atitudes não podem ancorar-se nos conceitos que o mundo ou mesmo a igreja (eu disse igreja…) nos ensina.
Quando o jovem rico se apresentou para Jesus considerava-se um homem bom. É um exercício interessante olhar pra dentro de si e dividir somente com Deus aquilo que realmente desejamos ser.
Atos bons não nos tornam melhores, nem mostram qual é a nossa verdadeira natureza. Eles são somente a ponta do iceberg. Deus vê o fundo.