“Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando“ Jesus o Messias
Quando olhamos as escrituras vemos inúmeros casos de memoráveis experiências de amizade. Force um pouco sua memória e lembrará de Jonatas e Davi certamente. Um “clássico” das relações de amizades bíblicas. Há outros exemplos como Jesus e a família de Lázaro e por aí vai.
Lendo sobre essas relações me pergunto qual é a presença de D-S entre as amizades humanas? Como D-S participa desse processo? Ele participa?
Assim como todos os outros pontos da vida cristã, as nossas relações de amizade cristã acabam por diferenciarem-se das outras. Alguém já dizia que só tem condições de viver e praticar a amizade com o próximo, quem a pratica e vive com o ETERNO.
Quando observamos um quadro de amizade sincera e profunda, daquelas em que um olhar fala mais que as palavras; ou aquela onde somente um “alô” ao telefone pode indicar o bem estar ou não de alguem, ficamos fascinados. E é óbivio que esse fascinio vem da escassez de amizades nesse nível. Para que isso ocorra é preciso ir além: é preciso que a amizade torne-se amor.
A amizade autêntica pressupõe o uso “automático” da empatia. Sem que haja semelhança, respeito, participação nas dores e alegrias, nas vicissitudes a amizade naõ pode ser estabelecida nos patamares cristãos.
Não estou dizendo que sempre as relações de amizade serão um mundo cor-de-rosa, florido e perfumado. Há percalços, momentos de dor, irritação e até mesmo de incompreensão, mas são suplantados sempre pelo amor. E a cada etapa vencida as bases se tornam mais sólidas e profundas.
A amizade é um presente de D-S para que o pecado não nos enterrasse na solidão. Ser amigo é pra sempre, sabe porque? Por que ela nos prepara para amar a todos ao nosso redor, compreender e aceitar, acolher e dividir. Ela nos ensina a doar diariamente o melhor de nós mesmos.
Shalom!